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Fábio Calazans - Discografia

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  Prosseguimos nossa série Discografias com Fábio Calazans, músico com quem troquei algumas ideias quando eu era estudante na Faculdade de Música do Espírito Santo, mas cuja produção fonográfica só conheci posteriormente - e da qual virei fã. O próprio músico nos enviou textos sobre seu histórico e produção fonográfica, que serão utilizados como base para as publicações. Fábio Calazans é professor, guitarrista e produtor musical, e teve sua carreira profissional iniciada no ano de 1990. É Mestre em Ensino de Práticas Musicais pela UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), pós-graduado em Educação Estética e Licenciado em Música pela mesma universidade. A extensa carreira de Calazans inclui apresentações em bares, teatros e universidades em todo o Brasil. Foi integrante do Grupo Sembatuta por oito anos, com o qual gravou dois discos: Sembatuta e Sembatuta com tempero , e realizou shows com artistas da MPB, como Moraes Moreira, Leny Andrade, Elza Soares, Lobão e Ped...

Hélio Mendes - Em Rítmo 2001 (1969)

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  Após lançar sete álbuns entre 1963 e 1967, Hélio Mendes e seu conjunto não gravaram nada em 1968. No ano seguinte, produziriam seu canto do cisne, o compacto duplo Em rítmo 2001 , que flertou mais fortemente com a música jovem - seguindo a linha de Sabor de juventude (1967). De acordo com o texto da contracapa do compacto, Hélio Mendes se apresenta, nessa gravação, “em rítmo 2.001, com um acompanhamento bem ‘pra frente’, ao gôsto de qualquer apreciador do rítmo avançado”. Isto representa a mudança de foco do mercado musical e da gravadora, muito mais afeitos a uma música mais “moderna”, pela qual Hélio Mendes não nutria muito interesse. Ainda assim, ele realizou esses últimos lançamentos com muita dignidade. O seu desinteresse pelo meio musical fez com que encerrasse sua carreira musical no final de 1970, assumindo então um c argo administrativo na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), do qual se aposentou em 1984. Neste último registro, de apenas quatro faixas, o grupo...

Hélio Mendes - Sabor de Juventude (1967)

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  Sabor de juventude (1967) foi o sétimo e último álbum de Hélio Mendes e seu conjunto. Quanto aos músicos, o texto da contracapa do LP cita apenas Hélio Mendes e o pistonista e cantor Cícero Ferreira. Na versão em CD, são listados os seguintes músicos, de forma idêntica aos dois trabalhos anteriores: Hélio Mendes (piano), Maurício de Oliveira (guitarra), Cícero Ferreira (piston), Moacyr Barros (saxofone, grafado “Moacir Barros”), Edílio Santos (contrabaixo), Nilsio Gouvêia (bateria) e Moacyr Lima (percussão, grafado “Moacir Lima”). Com base nos álbuns anteriores, os arranjos devem ser de Hélio Mendes e Maurício de Oliveira. Sobre esses créditos, há diversas questões: 1 - O contrabaixo está desafinado em todas as faixas, o que atrapalha significativamente a fruição; isto me faz duvidar ser Edílio Santos o baixista, visto que ele toca impecavelmente nos seis álbuns anteriores do grupo; 2 - Não identifiquei saxofone em nenhum momento do registro; 3 - Na faixa Triste madrugada , há um...

Hélio Mendes - Hélio Mendes e Seu Conjunto (1966)

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  O sexto trabalho de Hélio Mendes, de 1966, é o primeiro a conter mais músicas internacionais do que brasileiras, o que se repetiu em Sabor de juventude (1967), álbum derradeiro do artista. O grupo se manteve o mesmo do registro anterior: Hélio Mendes (piano), Maurício de Oliveira (guitarra), Cícero Ferreira (piston), Moacyr Barros (saxofone, grafado “Moacir Barros”), Edílio Santos (contrabaixo), Nilsio Gouvêia (bateria) e Moacyr Lima (percussão, grafado “Moacir Lima”). Embora não creditados, e tomando por base os álbuns anteriores, supomos que os arranjos sejam de Hélio Mendes e Maurício de Oliveira, e a voz principal seja de Cícero Ferreira. A sonoridade do álbum, em LP e digital, é formidável. A despeito do título e letra, Tristeza (composição de Haroldo Lobo e Niltinho) abre os trabalhos com uma sonoridade ensolarada; a música é muito bem cantada pelos integrantes do grupo e apresenta um solo inspirado de saxofone por Moacyr Barros. Em Strangers in the night (de Bert Kaempfer...

Hélio Mendes - Hélio Mendes e Seu Conjunto (1965)

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  O quinto álbum de Hélio Mendes possui duas ordenações de faixas distintas. Nas versões em LP, o lado A inicia com Sentimental demais e finaliza com Manhã enublada , e o lado B inicia com Atire a primeira pedra e finaliza com Sabor a mi ; esta é a mesma ordem da versão digital (disponível no YouTube e no Spotify). Entretanto, o que consta na capa do álbum inverte os dois lados, e é desta outra forma que as faixas se organizam no relançamento em CD, pelo selo Discobertas. Eu, particularmente, achei que a primeira opção funcionou bem melhor. Do repertório, 8 das 12 músicas são brasileiras. Quanto ao grupo, os músicos são exatamente os mesmos do álbum anterior - Hélio Mendes (piano e arranjos), Maurício de Oliveira (guitarra e arranjos), Cícero Ferreira (piston e voz principal), Moacyr Barros (saxofone, grafado “Moacir Barros”), Edílio Santos (contrabaixo) e Moacyr Lima (ritmista, grafado “Moacir Lima”) -, exceto pelo baterista - Nilsio Gouvêia ao invés de Betinho. O disco possui a ...

Hélio Mendes - Vol. 4 (1964)

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  Após um único álbum com grupo reduzido ( Na bossa ), Hélio Mendes reintegrou, a seu conjunto, os instrumentistas de sopro dos seus dois primeiros registros ( Week-end no Rio e “Week-end” em Guaraparí ). Assim, para o seu Vol. 4 , os músicos participantes foram Hélio Mendes (piano e arranjos), Maurício de Oliveira (guitarra e arranjos), Cícero Ferreira (piston e voz solista), Moacyr Barros (saxofone e clarinete), Betinho (bateria), Edílio Santos (contrabaixo) e Moacyr Lima (ritmista) - o único da primeira formação que não retornou foi o acordeonista Marinho Carlos. O repertório também manteve o padrão dos dois primeiros registros, dividido aqui igualmente entre músicas brasileiras e internacionais. O grupo começa de forma impactante com La bamba , canção de domínio público popularizada pelas versões de Ritchie Valens e Trini Lopez - e com aquela harmonia bem presente no inconsciente coletivo, reutilizada desde Twist and shout à Festa de Ivete Sangalo. Nessa versão, Cícero Ferreir...

Hélio Mendes - Na Bossa (1964) [ou Quarteto Arpoador - Bossa no Castelinho]

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  O terceiro álbum de Hélio Mendes, de 1964, contou com mudanças significativas. O grupo foi reduzido, não contando mais com sopros e acordeon; entretanto, manteve os mesmos músicos dos outros instrumentos: Hélio Mendes (piano), Maurício de Oliveira (violão e guitarra), Betinho (bateria) e Edílio Santos (contrabaixo). Embora não seja creditado, há um percussionista ao longo de todo o registro, provavelmente Moacyr Lima, que esteve presente nos álbuns anteriores. Os arranjos são de Hélio Mendes e Maurício de Oliveira. O nome do grupo foi alterado, de Hélio Mendes, seu Piano e seu Conjunto para Hélio Mendes e seu Trio Vagalume. O repertório também teve outra perspectiva: nada de boleros ou sucessos americanos e franceses; há apenas bossa nova e samba-jazz. Este foi o único registro de Hélio Mendes que abordou apenas músicas brasileiras. Outra questão que alterou bastante a sonoridade do grupo foi a adoção do violão, ao invés da guitarra, em 10 das 12 faixas do registro, por Maurício ...