As 296 Melhores Músicas Brasileiras - #41 a #50
#50 Sérgio Sampaio - Eu
Quero É Botar Meu Bloco na Rua (1973)
Eu quero é botar meu bloco
na rua é um hino de um dos grandes poetas da nossa
música. Não há como ficar imune ao refrão, um achado melódico notável para ser
cantado por multidões.
#49 Milton Nascimento - Clube
da Esquina nº 2 (1994)
Clube da Esquina nº 2 é uma das principais criações do movimento que
nomeia. Curiosamente, duas de suas versões foram escolhidas para essa lista.
Coincidentemente, ambas versões estão sendo publicadas na mesma semana. De
forma justa, a original ficou na frente desta regravação de 1994, que consta no
álbum solo Angelus, de Milton Nascimento, no qual o artista é
acompanhado por um grupo de estrelas.
#48 Roupa Nova - Sapato
Velho (1981)
[texto de Dulcimar Maria
Colombo Pepino]
A música Sapato Velho
foi composta por Mú Carvalho, Cláudio Nucci e Paulinho Tapajós, e gravada por
Tapajós em 1989. Entretanto, chegou à minha vida por meio do Roupa Nova em
1981, quando se tornou sucesso nacional. A canção traz a metáfora de um sapato
desgastado pelo tempo para simbolizar um amor duradouro que, mesmo com o passar
dos anos, continua a ter valor, utilidade e a oferecer conforto, como um sapato
velho que ainda pode aquecer. Essa música nos faz refletir sobre a passagem do
tempo, sobre uma nostalgia boa, da persistência de um amor verdadeiro repleto
de memórias.
Por isso, quando meu esposo
e eu completamos 25 anos de casados, em 2012, essa música, que já nos
emocionava, foi utilizada em um momento especial dessa celebração, o que fez
com que ela se tornasse ainda mais significativa em nossas vidas. Assim, não
poderia, absolutamente, ficar de fora desse ranking.
#47 Chico Buarque - Samba
e Amor (1970)
Chico Buarque é um mestre
da poesia e igualmente criativo para compor músicas especiais. Suas reflexões
cotidianas viram ouro, como em Samba e amor.
#46 Nelson Gonçalves - A
Volta do Boêmio (1956)
Ah, Nelson Gonçalves... A
boemia já foi inspiração e palco para a arte. A melancolia reinante era
bem traduzida de maneira artística. A volta do boêmio marca os momentos finais do
império da música adulta. Em breve, todo o mercado musical seria tomado pela
música jovem que, para o bem e para o mal, guia os meios de produção até hoje.
#45 Maria Bethânia - Volta
por Cima (1972)
Maria Bethânia nos brindou
com uma versão rockeira sensacional de Volta por cima, composição de
Paulo Vanzolini. A intensidade da voz da cantora encontra-se muito bem ecoada
pelo forte time de músicos que a acompanha.
#44 Novo Baianos - Preta
Pretinha (1972)
Não acho Preta pretinha
especial - nem o álbum Acabou chorare, nem os Novos Baianos. Gosto é
algo bem complexo. Supervalorizados pela grande mídia e pela galera
alternativa, quase toda a produção do grupo é considerada obra-prima. De toda
forma, admito que Preta pretinha é uma música para ser cantada por
multidões, e sua posição no ranking indica que os colaboradores concordam com
isso.
#43 Caetano Veloso &
Beat Boys - Alegria, Alegria (1967)
Caetano Veloso deu o sangue
no seu primeiro álbum solo, de 1968. Alegria, alegria, por sua vez, foi
lançada um ano antes, com o acompanhamento dos Beat Boys, atestando que estava
em curso uma grande revolução na música brasileira.
#42 Milton Nascimento &
Lô Borges - Clube da Esquina nº 2 (1972)
[texto de Roberto Oliveira]
Lançada no emblemático
disco Clube da Esquina, a canção Clube da Esquina nº 2 é
provavelmente a que melhor traduz o espírito daquela geração de mineiros que,
sem intenção alguma, criaram um movimento que marcou a música popular
brasileira e fez-se conhecido no mundo inteiro. Dentre as inúmeras
gravações, essa versão instrumental nos conduz a uma experiência rara de
imersão musical e nos permite entender um pouco sobre os sentimentos que uniram
o grupo.
“E sonhos não envelhecem”,
é o que diz a canção. Talvez seja essa mensagem de força e esperança que torna
o movimento do Clube da Esquina consistente; este será sempre lembrado e
reverenciado pela qualidade das composições e pela honestidade artística.
#41 Chico Buarque - Deus
Lhe Pague (1971)
A abertura de uma
obra-prima. Construção é um álbum atemporal, enérgico, quase insano em
sua crueza. Deus lhe pague possui uma melodia minimalista e um arranjo
assombrado. Representa muito a nossa sociedade, sempre acossada pelo conservadorismo diabólico.
Texto revisado por Myrna Barreto
Crédito da Imagem: Texto em Canva

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