As 296 Melhores Músicas Brasileiras - #31 a #40
#40 Elizeth Cardoso &
Pixinguinha - Carinhoso (1967)
Uma de nossas canções mais
consumadas, interpretadas por dois gigantes da música mundial: Carinhoso,
por Elizeth Cardoso e Pixinguinha. A música foi composta na década de 10 do
século XX, e gravada em sua forma instrumental na década de 20. Apenas nos anos
30 é que ganhou uma letra, de Braguinha, sendo muito interpretada desde então.
#39 Milton Nascimento &
Lô Borges - Nada Será como Antes (1972)
Clube da Esquina, como sempre reafirmado, é
um álbum que nos apresentou diversas obras-primas. Em seus momentos finais,
quando pensamos que a peteca pode cair, somos surpreendidos por Nada será
como antes, sua penúltima faixa.
#38 Gal Costa - Wave
(1999)
Versões ao vivo podem
trazer uma energia dificilmente captada em estúdio, porém, muitas vezes, em
detrimento de uma sonoridade menos interessante e coisas não muito legais da
interpretação. É de se admirar, portanto, alguns registros realmente redondos e
consistentes, como Wave, por Gal Costa, em seu álbum ao vivo no qual
interpreta Tom Jobim.
#37 Toquinho - Aquarela
(1983)
Algumas músicas sofrem
certa desvalorização decorrente da superexposição. Verdadeiras joias musicais
são tidas como chatas ou gastas, devido ao exagero de serem muito utilizadas
nos mais diversos contextos. Ao ouvir Aquarela, de Toquinho, me vêm um
enfado, de tanto que essa música foi onipresente ao longo dos anos, desde a
minha infância. Entretanto, esta é de uma beleza ímpar em todos os sentidos,
ainda que se utilize de elementos musicais que não me apetecem tanto.
#36 Toquinho & Vinicius
- Samba da Volta (1974)
[texto de Dulcimar Maria
Colombo Pepino]
O Samba da volta foi
lançado em 1974, no auge da parceria entre Toquinho e Vinicius, e chegou ao meu
conhecimento no final dos anos 70/início dos anos 80, quando da minha
participação nas rodas de samba junto à minha irmã Dulce, esposa do músico
Horácio Simões Neto (Sicinho). Eram tardes/noites com grupos de amigos desse
músico querido, que nos apresentou a essa e a várias outras composições de Vinicius
e Toquinho.
O Samba da volta me
tocou, especialmente, por trazer o lirismo de Vinicius e a melodia delicada do
violão de Toquinho, e ainda por trazer uma mensagem de esperança, de
possibilidades, de recomeço, de retorno de amores perdidos.
#35 Gilberto Gil - Se Eu
Quiser Falar com Deus (1981)
[texto de Dulce Colombo]
Ouço essa canção, a recebo
como um presente e, ao mesmo tempo, como um convite que vem repleto — e não
podia ser de outra forma — de valores e crenças do nosso genial compositor
Gilberto Gil.
Não sei se ele concordaria
comigo, mas penso nela como um roteiro aberto, uma bússola para me guiar,
elevando-me e fazendo-me sentir em comunhão com Deus.
Existem muitas informações
na internet sobre quem foi o cantor que pediu a música para Gilberto Gil e não
a gravou, bem como sobre as inspirações dele ao compor. Como não sei se são
verdadeiras, preferi não comentar.
Gratidão, Gilberto Gil.
#34 Clara Nunes - Juízo
Final (1975)
Sou apaixonado por músicas
apocalípticas. Juízo final, samba de Nelson Cavaquinho e Élcio Soares,
na interpretação impetuosa de Clara Nunes, parece um verdadeiro arrebatamento;
trata-se de uma elegante representação, em som, do fim dos tempos em toda sua magnitude.
#33 Toquinho - Aquarela
do Brasil (1999)
Esta lista tem escolhas bem
aleatórias, algumas das quais positivamente avaliadas pelos colaboradores. É o
caso da gravação de Aquarela do Brasil realizada por Toquinho em 1999,
no seu álbum Italiano, do qual essa é a única música cantada em
português.
#32 Gilberto Gil - Domingo
no Parque (1968)
Domingo no parque é uma das músicas mais paradigmáticas
do Tropicalismo, onde um toque de capoeira se transforma em um caldeirão de
modernidade e sangue.
#31 Paulinho da Viola - Foi
um Rio que Passou em Minha Vida (1970)
Paulinho da Viola é autor
de belíssimas composições, como Foi um rio que passou em minha vida,
cujas irregularidades e imprevisibilidades dos volteios melódicos foram muito
bem incorporadas ao nosso imaginário melódico nacional.
Texto revisado por Myrna Barreto
Crédito da Imagem: Texto em Canva

Comentários
Postar um comentário